 | Flauberto Artist Berlin | Nov 24, 2007 |
  | Flauberto / Paintings / Drawing /------------------------------- http//:www.myspace.com/flaubertoart | Jun 30, 2006 |
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 |  | | May 21, 2007 |
http://www.myspace.com/flaubertoart   | Chao de Giz Ze e Elba Ramalho | Oct 29, 2007 |
  | www.mysapce.com/flaubertoart | |
  | Flauberto Artista Plastico Programa (Strasse / Brasil )2006 Uma producao TVE do Brasil / Magnatel Germany | Jul 25, 2007 |
 Flauberto Artista Plastico Programa Strasse/Brasil TVE Este video é da Magnatel "direitos exclusivo" Na Alemanha, em parceria com a TVE do Brasil realizou para o preograma StrasseBrasil    |  |  | | Apr 6, 2007 |
 Flauberto Artist www.myspace.com/flaubertoart   | www.myspace.com/flaubertoart | Oct 23, 2007 |
   | Flauberto Artist | |
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Feliz Aniversário!!!  |
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Oi, Flauberto, gostei do seu trabalho tambem sou artista . E sou nordestino , gostei do seu ape, muito legal. Espero um dia conhece-lo, abraços, Edu |
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hello berto! cheers from manila!!! |
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parabens pelo seu trabalho, muito bom. |
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Whatever your cross, whatever your pain, there will always be sunshine, after the rain .... Perhaps you may stumble, perhaps even fall, But God's always ready, To answer your call ... He knows every heartache, sees every tear, A word from His lips, can calm every fear ... Your sorrows may linger, throughout the night, But suddenly vanish, in dawn's early light ... The Savior is waiting, somewhere above, To give you His grace, and send you His love... Whatever your cross, whatever your pain, "God always sends rainbows .... after the rain ... "
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Thank you for your kind visit.
Enjoy your day!
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MARAVILHOSO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! PARABÉNS E OBRIGADA POR PERMITIR QUE EU DESFRUTE DE TEU GRANDE TALENTO.. BJUS!! |
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es una alegria saber que dios te a vendesiodo con una amistad |
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Dear Friend,
May the Lord stay BESIDE you to DEFEND you; May the Lord stay WITHIN you to Guide you; May the Lord stay IN FRONT of you to LEAD you; May the Lord stay BEHIND you to GUARD you; May the Lord stay ABOVE you to BLESS you.
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sskot wrote on Jul 27, '07 Hello, Love the art on your page =) have a pleasant day! |
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Hallo!
Thank you for the visit. See you soon again.
Have a great day! |
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Good Morning Friend Thank you for coming by. May this Wednesday 18 July 2007 brinh you tons of joy and love. Enjoy it! |
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Flauberto Artist Berlin Germany ------------------------------------------------- www.myspace.com/flaubertoart ------------------------------------------------- flaubertocontato@yahoo.com |
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Flauberto Artist Berlin Germany ------------------------------------------------- www.myspace.com/flaubertoart ------------------------------------------------- flaubertocontato@yahoo.com |
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Destaque Flauberto em Dark Room 29 de dezembro de 2006 O artista plástico Flauberto está com uma exposição de fotografias, com o título de Dark Room, na galeria Archidy Picado, no Espaço Cultural, até o dia 29 de janeiro. O artista, paraibano de Juazeirinho, mas que mora na Europa há sete anos, já mostrou seu trabalho em Tóquio, Berlim, Istambul, Sidney, Seul, Áustria, Rússia e Estados Unidos, no Projeto United Buddy Bears. O artista também já mostrou seu trabalho na Academia de Arte de Berlim, representou o Brasil na V Bienal do Desenho de Novosibirsk na Rússia. “Comecei a produzir profissionalmente a partir de 1994, embora a vida e a arte sempre tenham caminhado juntas no desenvolvimento do meu processo artístico. Desde muito cedo desenvolvi uma forma obsessiva, sistemática e compulsiva de fazer arte. Nos últimos dez anos a minha produção esteve baseada principalmente no desenho e na pintura, mas desenvolvi também projetos com escultura e instalação”, afirma Flauberto. E acrescenta: “Os temas da minha vida sempre foram também os da minha arte. Sexo, poder, dinheiro e religião sempre foram elementos perturbadores e condicionadores da minha existência. Eu nunca soube explicar como estas coisas se transmutaram de uma condição a outra (da vida para a arte), pois sou um artista de intenção e formação autodidatas. Desde muito cedo desenvolvi um tipo de aversão ao modelo de aprendizado escolar. Prova disso foi o abandono em definitivo dos estudos na fase da faculdade”, salientou o artista. Flauberto confessa que desde pequeno, vivendo em Juazeirinho, cidade onde nasceu cortada ao meio pela BR-230, encravada na escaldante e desolada região da Cariri paraibano, Nordeste do Brasil, sentia-se como um indivíduo compulsivo e obsessivo em busca de um sentido para a sua existência. Ele conta que perguntas como: quem sou eu?, A quem pertenço? Ou por quê a minha arte? reverberavam na sua essência e no seu processo criativo. “Eu e minha arte estamos juntos, de mãos dadas com o desesperador prazer da carne. Não consigo parar de observar o meu entorno, seja em João Pessoa, Salvador, Rio de Janeiro, Basel ou Berlim, cidades que compõem a minha trajetória de vida”. Ainda sobre a infância e como a arte já se manifestava em sua essência o artista conta que os primeiros registros de sua expressão plástica surgiram nas brincadeiras de moleque, na ausência dos pais. “Costumava montar um diminuto palco teatral no quintal de casa fazendo uso de lençóis para, em seguida, apresentar-me aos colegas da vizinhança”. Flauberto lembra que na sua inquietude, não poupava as paredes das casas, os muros do grupo escolar, as imensas portas dos armazéns de estivas, as carteiras e as paredes do colégio. “Não tínhamos contato com o mundo exterior; não tínhamos televisão e vivíamos num ambiente de pressão, onde o dinheiro era quase visto como assunto proibido”, conta o artista. E ressalta uma das atitudes que certamente marcariam a sua vida: “Desde meus onze anos, tinha vontade de explodir. Tanto assim, que decidi ir a pé a João Pessoa”. O impulso adolescente acabou acontecendo com o apoio da mãe e, de Juazeirinho, Flauberto foi para a Capital paraibana. Ao longo de vinte anos, perambulou por Salvador, Rio de Janeiro e Basel (Suíça) até chegar a Berlim. A memória remota constitui a carga emocional do trabalho atual de Flauberto. Em suas pinturas, as palavras e figuras atuam como relances de suas próprias experiências e expectativas.
Desde 2002, artista desenvolve processo que tem fotografia como suporte
Mais do que consciência, o objeto da sua arte tem a obsessão dos limites, reivindica sua própria condição no mundo e, como reflexo, a condição coletiva. “Seus trabalhos gritam urgências e trepidam como seu próprio tempo”, disse certa vez seu irmão e amigo Fábio Queiroz, vocalista do grupo de rock Flávio C. A partir de 2002 Flauberto começou a desenvolver um processo que tem a fotografia como meio e suporte fazendo uso de técnicas como colagem, foto-montagem e manipulação digital. Diz ter encontrado na fotografia um meio de realização pessoal e profissional tão claro e transparente quanto os outros suportes que já explorou e que ainda continua a usar. O artista conta que costuma colocar em suas fotografias a intransigência e a obsessão dos limites do próprio prazer. Tudo o que eu faço parte de uma resolução extremamente pessoal. E revela: “Quando resolvi incluir a fotografia no meu processo de produção e criação, o fiz por acreditar na objetividade e transparência do meio para veicular minhas idéias. Este projeto reúne quinhentas fotografias que expressam os meus desejos pela vida e refletem a minha visão de mundo”. Para a realização deste projeto que desenvolve há pouco mais de quatro anos, Flauberto ressalta que lança mão do universo da informação como revistas, jornais, livros, fotos de outros artistas, imagens produzidas por outros artistas, enfim, tudo o que alcança com o olhar. E explica, de modo simplificado, como se dá o processo de criação: “No caminho de ida e volta para casa vou juntando os pedaços da vida que mechem com os meus desejos transformando-os em novas imagens. Um sentido aleatório norteia as minhas composições fazendo surtir efeitos inesperados, o que me seduz profundamente neste processo. Qualquer forma de expressão anônima ou autoral, pública ou privada, me interessam. Durante o processo de manipulação das imagens surge a minha identificação com o resultado”. Flauberto pisou em Berlim a primeira vez em 1999 quando, com exclusividade, expôs suas pinturas no Museu Checkpoint Charlie (que, para quem desconhece, é especializado na Guerra Fria e situa-se acerca do portão onde as pessoas tentavam entrar e sair do setor norte-americano, na então ilha capitalista existente dentro da Berlim socialista). Na ocasião, sob o título “Weihnachts-Versteigerung”, foram também expostas obras de Picasso, Elvira Bach, Joseph Beuys, Max Ernst, Christo, Alberto Giacometi, Keith Haring, Roy Lichtenstein, A. R. Penck, Miró e outros grandes nomes da arte mundial
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Eine sich aufweitende Kunst - Oder vielleicht eine Unordnung, die aus dem dunkeln der Rohmaterie seiner Kunst entnommen ist
Die ersten Aufzeichnungen des künstlerischen Schaffens von Flauberto stammen aus seiner Kindheit in Juazeirinho, einer kleinen und armen Stadt, die durch die Bundesstrasse BR-230 in der Mitte durchschnitten wird, eingewachsen in der gühenden Hitze in der desolaten Region von Cariri im Bundesstaat Paraiba. Seine Unruhe verschonte nicht die Wände der Häuser, die Mauern des Klassenzimmers, die grossen Türen der Lagerhäuser, die Banken und die Wände der Schule. Es ist dieses weit zurückliegende Gedächtnis, welches sich in der emotionalen Fracht seiner aktuellen Arbeit verfasst, wenn die Welt und das Leben in Reichtweite ist, auf diesem Weg der seine Geschichte in der Mitte zerschneidet.
Das Ziel seiner Kunst ist mehr als die Bewusstheit, es ist die Besessenheit an Grenzüberschreitungen. Seine Arbeiten schreien nach Dringlichkeiten, sie beben wie die eigene Zeit und verlangen nach der Kolektivität.
“Ich habe ab 1994 angefangen intensiv Kunst zu machen, so dass Leben und Kunst in einem gemeinsamen Weg meinen künstlerischen Prozess begleitet haben. Bei der künstlerischen Tätigkeit habe ich sehr früh eine besessene, systematische und impulsive Form entwickelt . In den letzten 19 Jahren meines Schaffens habe ich mich besonders mit Zeichnungen und Malerei beschäftigt, habe aber auch Projekte mit Skulptur und Instalationen entwickelt. Die Themen meines Lebens waren immer die meines Lebens, wie Sex, Macht, Geld, und Religion, die immer verwirrende und festigende Elemente meiner Existenz waren. Ich wusste nie zu erklären wie sich diese Dinge von einer Form in die andere (im Leben und in der Kunst) wandelten, jedoch bin ich ein autodidaktischer Künstler mit Intension und Selbstbildung. Sehr früh habe ich eine Art von Aversion zum Model der schulischen Bildung entwickelt , als ich das Studium an der Universität verlassen habe.
Seit Juazeirinho, die Stadt in der ich geboren bin und gelebt habe, fühle ich mich wie ein impulsives, obzesives und ängstliches Individuum, welches sich aus der Dunkelheit mit seinem eigenen Licht entzieht.
Ich will Fragen beantworten: Wer bin ich? zu wem gehöre ich? oder warum meine Kunst in meiner Kondition und meinem kreativen Prozess nachhallen wird ?
Ich und meine Kunst gehören zusammen, von den vorhandenen Händen mit der verzweifelten Lust am Fleisch. Ich schaffe es nicht aufzuhören meinen Umkreis zu observieren, sei es in João Pessoa, Salvador, Rio de Janeiro, Basel, in der Schweiz, oder in Berlin.Städte die die Tragig meines Lebens darstellen.
Ab 2002 begann ich einen Prozess zu entwickeln der Fotografie mit Techniken wie Kollage, Foto-Kollage und digitale Manipulation, als Mittel oder Unterstützung aufweist. Ich habe in der Fotogafie ein Mittel gefunden, der persönlichen und pofessionellen Verwirklichung so klar und Transparent wie anderen Unterstützungen die ich schon genutzt habe, und die ich noch nutze. Ich setze in meine Fotografien die Unnachgiebigkeit und die Obzession der Grenzen von meiner Lust. Alles was ich mache ist ein Teil einer extrem persönlichen Entschlossenheit. Als ich mich entschloss die Fotografie in meinen Prozess der Produktion und Kreation einzubinden, machte ich dies, um an eine Objektivität und Tranzperenz des Mittels zu glauben um meine Ideen zu transportieren. Das erste Projekt von Fotos, dass ich 2002 begonnen hatte, versammelt 500 Fotografien die meine privaten Wünsche des Lebens und meine Augen vor der Welt ausdrücken. Um das Projekt zu realisieren, griff ich zum Universum der Informationen, wie Zeitungen, Jornale, Bücher, Fotos und Bilder die von anderen Künstlern gemacht wurden, also letztendlich alles was ich mit meinem lüsternden Blick erreichen konnte. Auf dem Weg der Hin- und Rückfahrt nach Hause werde ich Stücke des Lebens gesammelt haben, die meine Wünschen berühren. »
Die Perversion der Farben.
Es gab keinen anderen Weg für Flauberto wenn nicht die Kunst. Die Natur hat ihm eine Art der Perversation der Farben bereitgestellt. Als Kind seine Ziele am Abend in Juazeirinho, Paraibanischen Cariri, waren unfreiwilligerweise einfallen durch eine Leuchtende Kraft des “in den Augenen stechenden Grüns”.
Als Regen fiel füllte sich die Vegetation mit Blättern, und der Blick Flaubertos verlohr sich im kräftigen Grün des Juazeiro-Baumes, des Umbu-Baumes und des Catinga-Baumes.
Der Blick Flaubertos ist so - unterschiedlich, verzerrt und trügerisch. Aber in einer semantischen Frage, waren die Farben für Ihn immer eine Herausforderung, denn er muss nicht nur seine Namen lernen, denn auch mit einer Art bösen Magie leben, die mit einigen Farben, prinzipiell mit Grün, erscheint, die in Zusammenhang mit dem Kontext in welchem die gleichen eingefügt waren hervorstechen. Aktuell hat Flauberto eine Sicht dieser Situation: die Fraben sehen wie kodiert aus, dominiert um zu malen. Er entwickelte eine quasi machanisiert Technik, wo es für jede Farbe einen vorbestimmten Platz gibt. Jede Farbe hält eine bestimmte Distanz zur anderen und jede Farbe ist vorbereitet und nur einmal anwendbar, niemals aber in vielen Töpfen zur gleichen Zeit.
Ich lernte die Malerei von Flauberto kennen bevor ich Ihn persönlich kennengelernt habe, als ich an etwas anderes denkend eine Bank betrat, an jenem Platz der für Ausstellungen vorgesehen war, die mir immer ein Lächeln in meinen Mundwinkeln hervorrief. An diesem Tag hielt ich verblüfft vor einer ausgestellten Zusammenstellung an. Vom Nahen stellte ich die Unvollkommenheit in der Vorbeitung der Farben und der Leinwände des Künstlers fest und blieb verwirrt im Akzeptieren der primitiven Kunst oder einer bewussten oder gelehrten Manifestation von einem jungen Künstler. Ich ging heraus mit Assoziationen von Grafiken von Keith Hering, und mit den unbearbeiteten Figuren von A.R. Penk, und mit den infantilen Malereien von Donald Baechler, ohne zu wissen was sozusagen der noch unbekannte Anfänger Flauberto mit der Produktion dieser Künstler gemeinsam hatte. Die vigorosen Grafiken Flaubertos sind Übungen der Dichotomie, schwingen wie ein taumelnder und aus den Fugen tretender Tanz zwischen einer kartesische Organisation und einem unkontrolliertem und rudimentären Kaos. Es sind Variiationen zwischen ausschweifenden Pinselstrichen des Malers bis hin zu den feinen Linien und Strichen die sich in den etwas grosseren Kompositionen verlieren. Seine Farben gehen von der Künstlichkeit von einem fluesziereneden Orange die Übelkeit hervorrufen, bis zu friedlichen Pasteltönen. Persönlichkeit und Malerei wechseln sich zwischen lebhaft und trüb, grob und fein, populär und gelehrt, klever und naiv, bewusst und verwirt ab. Die letzten Malereien von Flauberto zeigen schon eine Annäherung mit einigen Konzepten, die im Wiebelwind von Aufnahmen der zeitgenossischen Kunst gelernt wurden in der der Künstler sich in den letzten Jahren befand. Es scheint aber, dass er alles mit viel Personalität behandelt. Akademische Konzepte wie Gleichgewicht und Einigkeit die bei den meisten Künstlern aus unser Generation noch zu finden sind werden meistens missachtet. Die Organisation von Flaubertos Arbeitsmaterial wirkt in den Augen zu aller erst trostlos. Schwere Figuren werden auf leichte gelegt, senkrechte Bäume schweben aus den Seiten und harte Figuren drängeln sich in außergewöhnlicher und störender Masse durch. Seine Malerei ändert sich als ob er sie aufgrund der brasilianischen Musik und Rock geschaffen hat. Ich selber kenne keinen anderen Maler der für sich selbst eine Art von chronologischen Aktionen, die von der technischen Verbesserung bis hin zu Marketing-Aktionen gehen und sich in Stars der brasilianische Musik hineinversetzt. Er hat sich selbst vorgenommen Sachen zu schaffen, die sich jüngere Maler gar nicht trauen. Wenn ich mit Ihnen über einige seiner Malereien spreche, scheint es als ob er immer schon einen fertige Antwort zu meinen Fragen hat. Ich muss zugeben, dass ich einige Zeit benötige um die Ergebnisse verarbeiten zu können und will meistens auch schon mal sagen z.B. dass ich nie solch ein Rot oder Lila benutzen würde. Seine Malereien überschreiten immer den Punkt bis zu dem ich kommen würde. An diesem Punkt könnte ich Jean Dubuffet mit seinem Art Brut Konzept erwähnen, oder andererseits in diesen wirren Zeiten der Multikulturalität die Diskussionen der Kritiker der modernen Kunst durchgehen, um zu versuchen die Arbeit von Flauberto zu verstehen, aber ich verbleibe lieber auf dem Feld der Zweifel, offen für die unerwarteten Schläge der Malerei von Flauberto aus Cariri
Texto de( Flauberto e Jose Rufino) Text von Flaubero und Jose Rufino
flaubertocontato@yahoo.com www.flauberto.de
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Veranstaltungsreihe „OFF COPA“ Das Brasilien, was außen vor ist. Das Projekt „OFF COPA“, das im Juni in der Galerie Berlin am Meer am Kollwitzplatz in Prenzlauerberg eröffnet wird, ist die Antwort, die einige Brasilianer gefunden haben, um nicht aus dem offiziellen Programm der „Copa da Cultura“ ausgeschlossen zu bleiben.
So wie es die OFF Bienal in São Paulo gibt, präsentiert sich jetzt die „OFF COPA“ als eine parallele Veranstaltung von in Deutschland lebenden brasilianischen Künstlern.
Diese Künstler leben nicht nur alle im Ausland, sondern sind auch auf der Suche nach einem Orte oder einer Nische im begehrten Kunstmarkt.
Eine Schwierigkeit, die sie ständig dazu bringt, sich mit ihrer Identität und Nationalität auseinanderzusetzen und zwingt unterschiedliche Wege zu gehen.
Auf der einen Seite ist es ein traditioneller Weg, der mit den bekannten Referenzen der brasilianischen Kultur verbunden ist. Diese Referenzen brauchen wir nicht zu nennen, denn sie befinden sich schon in unserem kollektiven Unterbewusstsein.
Auf der anderen Seite ist es ein nicht konventioneller Weg, der versucht diese Referenzen zu zerschlagen, um andere Realitäten zu schaffen. Es sind diese Realitäten, die das Projekt „OFF COPA“ zeigen möchte, insbesondere von den Brasilianern, die im Ausland produzieren und somit indirekt an den Aktivitäten des ursprünglichen Landes teilnehmen.
Das heißt aber nicht, daß diejenigen Künstler es aufgegeben haben, Brasilianer zu sein, sondern sie vielmehr oftmals erst hier eigene Wurzeln finden oder wie man sagt: „Das Brasilien, zu welchem ich gehören möchte“.
Ein zeitloses, poetisches, vielseitiges, magisches, widersprüchliches und extrem zeitgenössisches Brasilien.
Vielleicht ist es ein Brasilien, das für das große Publikum noch unbekannt ist.
PROGRAMM
12.06 – 02.07 Ausstellung: Claudia Medeiros, Eduardo Raccah, Flauberto, Fita Chagas, Guilherme Galarraga, Helio Barros, Silvia Marzall, Sonia Correa, Zaine Barbosa.
11.06 16h Vernissage: Performance Nathalie Fari + Paulo Hartmann.
14.06 18h Vortrag: Eder Santos.
21.06 18h Videos: Ricardo de Paula, Rita Glória-Curvo, Hugo Fortes e Sissi Fonseca. 20h Performance: Marco Antonio Queiroz Intervention: Fernanda Guimarães, Sonya Cipriano.
28.06 17h „Junger Preis OFF COPA“ + Dokumentarfilm Eduardo Lopes. 20h Dokumentarfilme: Roberto Malhães Reis, Zé do Rock.
29.06 Konzerte 19h Daniel Arruda, Rainhas do Norte. 22h NaurÊa.
Die Adressen:
Konzerte basso / Köpenickerstr. 187-188 / Berlin / Schlesisches Tor (U1)
Alle andere Veranstaltungen Galerie Forum Berlin am Meer / Kollwitzstr. 54 / Berlin / Senefelder Platz (U2) Öffnungszeiten Mi.Fr 14 - 20h Sa und So 12 – 18h
Kuratorie und Organisation:
Eduardo Raccah Nathalie Fari
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O artista plástico Flauberto está com uma exposição de fotografias, com o título de Dark Room, na galeria Archidy Picado, no Espaço Cultural, até o dia 29 de janeiro. O artista, paraibano de Juazeirinho, mas que mora na Europa há sete anos, já mostrou seu trabalho em Tóquio, Berlim, Istambul, Sidney, Seul, Áustria, Rússia e Estados Unidos, no Projeto United Buddy Bears. O artista também já mostrou seu trabalho na Academia de Arte de Berlim, representou o Brasil na V Bienal do Desenho de Novosibirsk na Rússia. “Comecei a produzir profissionalmente a partir de 1994, embora a vida e a arte sempre tenham caminhado juntas no desenvolvimento do meu processo artístico. Desde muito cedo desenvolvi uma forma obsessiva, sistemática e compulsiva de fazer arte. Nos últimos dez anos a minha produção esteve baseada principalmente no desenho e na pintura, mas desenvolvi também projetos com escultura e instalação”, afirma Flauberto. E acrescenta: “Os temas da minha vida sempre foram também os da minha arte. Sexo, poder, dinheiro e religião sempre foram elementos perturbadores e condicionadores da minha existência. Eu nunca soube explicar como estas coisas se transmutaram de uma condição a outra (da vida para a arte), pois sou um artista de intenção e formação autodidatas. Desde muito cedo desenvolvi um tipo de aversão ao modelo de aprendizado escolar. Prova disso foi o abandono em definitivo dos estudos na fase da faculdade”, salientou o artista. Flauberto confessa que desde pequeno, vivendo em Juazeirinho, cidade onde nasceu cortada ao meio pela BR-230, encravada na escaldante e desolada região da Cariri paraibano, Nordeste do Brasil, sentia-se como um indivíduo compulsivo e obsessivo em busca de um sentido para a sua existência. Ele conta que perguntas como: quem sou eu?, A quem pertenço? Ou por quê a minha arte? reverberavam na sua essência e no seu processo criativo. “Eu e minha arte estamos juntos, de mãos dadas com o desesperador prazer da carne. Não consigo parar de observar o meu entorno, seja em João Pessoa, Salvador, Rio de Janeiro, Basel ou Berlim, cidades que compõem a minha trajetória de vida”. Ainda sobre a infância e como a arte já se manifestava em sua essência o artista conta que os primeiros registros de sua expressão plástica surgiram nas brincadeiras de moleque, na ausência dos pais. “Costumava montar um diminuto palco teatral no quintal de casa fazendo uso de lençóis para, em seguida, apresentar-me aos colegas da vizinhança”. Flauberto lembra que na sua inquietude, não poupava as paredes das casas, os muros do grupo escolar, as imensas portas dos armazéns de estivas, as carteiras e as paredes do colégio. “Não tínhamos contato com o mundo exterior; não tínhamos televisão e vivíamos num ambiente de pressão, onde o dinheiro era quase visto como assunto proibido”, conta o artista. E ressalta uma das atitudes que certamente marcariam a sua vida: “Desde meus onze anos, tinha vontade de explodir. Tanto assim, que decidi ir a pé a João Pessoa”. O impulso adolescente acabou acontecendo com o apoio da mãe e, de Juazeirinho, Flauberto foi para a Capital paraibana. Ao longo de vinte anos, perambulou por Salvador, Rio de Janeiro e Basel (Suíça) até chegar a Berlim. A memória remota constitui a carga emocional do trabalho atual de Flauberto. Em suas pinturas, as palavras e figuras atuam como relances de suas próprias experiências e expectativas.
Desde 2002, artista desenvolve processo que tem fotografia como suporte
Mais do que consciência, o objeto da sua arte tem a obsessão dos limites, reivindica sua própria condição no mundo e, como reflexo, a condição coletiva. “Seus trabalhos gritam urgências e trepidam como seu próprio tempo”, disse certa vez seu irmão e amigo Fábio Queiroz, vocalista do grupo de rock Flávio C. A partir de 2002 Flauberto começou a desenvolver um processo que tem a fotografia como meio e suporte fazendo uso de técnicas como colagem, foto-montagem e manipulação digital. Diz ter encontrado na fotografia um meio de realização pessoal e profissional tão claro e transparente quanto os outros suportes que já explorou e que ainda continua a usar. O artista conta que costuma colocar em suas fotografias a intransigência e a obsessão dos limites do próprio prazer. Tudo o que eu faço parte de uma resolução extremamente pessoal. E revela: “Quando resolvi incluir a fotografia no meu processo de produção e criação, o fiz por acreditar na objetividade e transparência do meio para veicular minhas idéias. Este projeto reúne quinhentas fotografias que expressam os meus desejos pela vida e refletem a minha visão de mundo”. Para a realização deste projeto que desenvolve há pouco mais de quatro anos, Flauberto ressalta que lança mão do universo da informação como revistas, jornais, livros, fotos de outros artistas, imagens produzidas por outros artistas, enfim, tudo o que alcança com o olhar. E explica, de modo simplificado, como se dá o processo de criação: “No caminho de ida e volta para casa vou juntando os pedaços da vida que mechem com os meus desejos transformando-os em novas imagens. Um sentido aleatório norteia as minhas composições fazendo surtir efeitos inesperados, o que me seduz profundamente neste processo. Qualquer forma de expressão anônima ou autoral, pública ou privada, me interessam. Durante o processo de manipulação das imagens surge a minha identificação com o resultado”. Flauberto pisou em Berlim a primeira vez em 1999 quando, com exclusividade, expôs suas pinturas no Museu Checkpoint Charlie (que, para quem desconhece, é especializado na Guerra Fria e situa-se acerca do portão onde as pessoas tentavam entrar e sair do setor norte-americano, na então ilha capitalista existente dentro da Berlim socialista). Na ocasião, sob o título “Weihnachts-Versteigerung”, foram também expostas obras de Picasso, Elvira Bach, Joseph Beuys, Max Ernst, Christo, Alberto Giacometi, Keith Haring, Roy Lichtenstein, A. R. Penck, Miró e outros grandes nomes da arte mundial. < Anterior Próximo > [V |
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Thanx for the invitation... Nice page ;-) |
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29 de dezembro de 2006 O artista plástico Flauberto está com uma exposição de fotografias, com o título de Dark Room, na galeria Archidy Picado, no Espaço Cultural, até o dia 29 de janeiro. O artista, paraibano de Juazeirinho, mas que mora na Europa há sete anos, já mostrou seu trabalho em Tóquio, Berlim, Istambul, Sidney, Seul, Áustria, Rússia e Estados Unidos, no Projeto United Buddy Bears. O artista também já mostrou seu trabalho na Academia de Arte de Berlim, representou o Brasil na V Bienal do Desenho de Novosibirsk na Rússia. “Comecei a produzir profissionalmente a partir de 1994, embora a vida e a arte sempre tenham caminhado juntas no desenvolvimento do meu processo artístico. Desde muito cedo desenvolvi uma forma obsessiva, sistemática e compulsiva de fazer arte. Nos últimos dez anos a minha produção esteve baseada principalmente no desenho e na pintura, mas desenvolvi também projetos com escultura e instalação”, afirma Flauberto. E acrescenta: “Os temas da minha vida sempre foram também os da minha arte. Sexo, poder, dinheiro e religião sempre foram elementos perturbadores e condicionadores da minha existência. Eu nunca soube explicar como estas coisas se transmutaram de uma condição a outra (da vida para a arte), pois sou um artista de intenção e formação autodidatas. Desde muito cedo desenvolvi um tipo de aversão ao modelo de aprendizado escolar. Prova disso foi o abandono em definitivo dos estudos na fase da faculdade”, salientou o artista. Flauberto confessa que desde pequeno, vivendo em Juazeirinho, cidade onde nasceu cortada ao meio pela BR-230, encravada na escaldante e desolada região da Cariri paraibano, Nordeste do Brasil, sentia-se como um indivíduo compulsivo e obsessivo em busca de um sentido para a sua existência. Ele conta que perguntas como: quem sou eu?, A quem pertenço? Ou por quê a minha arte? reverberavam na sua essência e no seu processo criativo. “Eu e minha arte estamos juntos, de mãos dadas com o desesperador prazer da carne. Não consigo parar de observar o meu entorno, seja em João Pessoa, Salvador, Rio de Janeiro, Basel ou Berlim, cidades que compõem a minha trajetória de vida”. Ainda sobre a infância e como a arte já se manifestava em sua essência o artista conta que os primeiros registros de sua expressão plástica surgiram nas brincadeiras de moleque, na ausência dos pais. “Costumava montar um diminuto palco teatral no quintal de casa fazendo uso de lençóis para, em seguida, apresentar-me aos colegas da vizinhança”. Flauberto lembra que na sua inquietude, não poupava as paredes das casas, os muros do grupo escolar, as imensas portas dos armazéns de estivas, as carteiras e as paredes do colégio. “Não tínhamos contato com o mundo exterior; não tínhamos televisão e vivíamos num ambiente de pressão, onde o dinheiro era quase visto como assunto proibido”, conta o artista. E ressalta uma das atitudes que certamente marcariam a sua vida: “Desde meus onze anos, tinha vontade de explodir. Tanto assim, que decidi ir a pé a João Pessoa”. O impulso adolescente acabou acontecendo com o apoio da mãe e, de Juazeirinho, Flauberto foi para a Capital paraibana. Ao longo de vinte anos, perambulou por Salvador, Rio de Janeiro e Basel (Suíça) até chegar a Berlim. A memória remota constitui a carga emocional do trabalho atual de Flauberto. Em suas pinturas, as palavras e figuras atuam como relances de suas próprias experiências e expectativas.
Desde 2002, artista desenvolve processo que tem fotografia como suporte
Mais do que consciência, o objeto da sua arte tem a obsessão dos limites, reivindica sua própria condição no mundo e, como reflexo, a condição coletiva. “Seus trabalhos gritam urgências e trepidam como seu próprio tempo”, disse certa vez seu irmão e amigo Fábio Queiroz, vocalista do grupo de rock Flávio C. A partir de 2002 Flauberto começou a desenvolver um processo que tem a fotografia como meio e suporte fazendo uso de técnicas como colagem, foto-montagem e manipulação digital. Diz ter encontrado na fotografia um meio de realização pessoal e profissional tão claro e transparente quanto os outros suportes que já explorou e que ainda continua a usar. O artista conta que costuma colocar em suas fotografias a intransigência e a obsessão dos limites do próprio prazer. Tudo o que eu faço parte de uma resolução extremamente pessoal. E revela: “Quando resolvi incluir a fotografia no meu processo de produção e criação, o fiz por acreditar na objetividade e transparência do meio para veicular minhas idéias. Este projeto reúne quinhentas fotografias que expressam os meus desejos pela vida e refletem a minha visão de mundo”. Para a realização deste projeto que desenvolve há pouco mais de quatro anos, Flauberto ressalta que lança mão do universo da informação como revistas, jornais, livros, fotos de outros artistas, imagens produzidas por outros artistas, enfim, tudo o que alcança com o olhar. E explica, de modo simplificado, como se dá o processo de criação: “No caminho de ida e volta para casa vou juntando os pedaços da vida que mechem com os meus desejos transformando-os em novas imagens. Um sentido aleatório norteia as minhas composições fazendo surtir efeitos inesperados, o que me seduz profundamente neste processo. Qualquer forma de expressão anônima ou autoral, pública ou privada, me interessam. Durante o processo de manipulação das imagens surge a minha identificação com o resultado”. Flauberto pisou em Berlim a primeira vez em 1999 quando, com exclusividade, expôs suas pinturas no Museu Checkpoint Charlie (que, para quem desconhece, é especializado na Guerra Fria e situa-se acerca do portão onde as pessoas tentavam entrar e sair do setor norte-americano, na então ilha capitalista existente dentro da Berlim socialista). Na ocasião, sob o título “Weihnachts-Versteigerung”, foram também expostas obras de Picasso, Elvira Bach, Joseph Beuys, Max Ernst, Christo, Alberto Giacometi, Keith Haring, Roy Lichtenstein, A. R. Penck, Miró e outros grandes nomes da arte mundial.
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29 de dezembro de 2006 O artista plástico Flauberto está com uma exposição de fotografias, com o título de Dark Room, na galeria Archidy Picado, no Espaço Cultural, até o dia 29 de janeiro. O artista, paraibano de Juazeirinho, mas que mora na Europa há sete anos, já mostrou seu trabalho em Tóquio, Berlim, Istambul, Sidney, Seul, Áustria, Rússia e Estados Unidos, no Projeto United Buddy Bears. O artista também já mostrou seu trabalho na Academia de Arte de Berlim, representou o Brasil na V Bienal do Desenho de Novosibirsk na Rússia. “Comecei a produzir profissionalmente a partir de 1994, embora a vida e a arte sempre tenham caminhado juntas no desenvolvimento do meu processo artístico. Desde muito cedo desenvolvi uma forma obsessiva, sistemática e compulsiva de fazer arte. Nos últimos dez anos a minha produção esteve baseada principalmente no desenho e na pintura, mas desenvolvi também projetos com escultura e instalação”, afirma Flauberto. E acrescenta: “Os temas da minha vida sempre foram também os da minha arte. Sexo, poder, dinheiro e religião sempre foram elementos perturbadores e condicionadores da minha existência. Eu nunca soube explicar como estas coisas se transmutaram de uma condição a outra (da vida para a arte), pois sou um artista de intenção e formação autodidatas. Desde muito cedo desenvolvi um tipo de aversão ao modelo de aprendizado escolar. Prova disso foi o abandono em definitivo dos estudos na fase da faculdade”, salientou o artista. Flauberto confessa que desde pequeno, vivendo em Juazeirinho, cidade onde nasceu cortada ao meio pela BR-230, encravada na escaldante e desolada região da Cariri paraibano, Nordeste do Brasil, sentia-se como um indivíduo compulsivo e obsessivo em busca de um sentido para a sua existência. Ele conta que perguntas como: quem sou eu?, A quem pertenço? Ou por quê a minha arte? reverberavam na sua essência e no seu processo criativo. “Eu e minha arte estamos juntos, de mãos dadas com o desesperador prazer da carne. Não consigo parar de observar o meu entorno, seja em João Pessoa, Salvador, Rio de Janeiro, Basel ou Berlim, cidades que compõem a minha trajetória de vida”. Ainda sobre a infância e como a arte já se manifestava em sua essência o artista conta que os primeiros registros de sua expressão plástica surgiram nas brincadeiras de moleque, na ausência dos pais. “Costumava montar um diminuto palco teatral no quintal de casa fazendo uso de lençóis para, em seguida, apresentar-me aos colegas da vizinhança”. Flauberto lembra que na sua inquietude, não poupava as paredes das casas, os muros do grupo escolar, as imensas portas dos armazéns de estivas, as carteiras e as paredes do colégio. “Não tínhamos contato com o mundo exterior; não tínhamos televisão e vivíamos num ambiente de pressão, onde o dinheiro era quase visto como assunto proibido”, conta o artista. E ressalta uma das atitudes que certamente marcariam a sua vida: “Desde meus onze anos, tinha vontade de explodir. Tanto assim, que decidi ir a pé a João Pessoa”. O impulso adolescente acabou acontecendo com o apoio da mãe e, de Juazeirinho, Flauberto foi para a Capital paraibana. Ao longo de vinte anos, perambulou por Salvador, Rio de Janeiro e Basel (Suíça) até chegar a Berlim. A memória remota constitui a carga emocional do trabalho atual de Flauberto. Em suas pinturas, as palavras e figuras atuam como relances de suas próprias experiências e expectativas.
Desde 2002, artista desenvolve processo que tem fotografia como suporte
Mais do que consciência, o objeto da sua arte tem a obsessão dos limites, reivindica sua própria condição no mundo e, como reflexo, a condição coletiva. “Seus trabalhos gritam urgências e trepidam como seu próprio tempo”, disse certa vez seu irmão e amigo Fábio Queiroz, vocalista do grupo de rock Flávio C. A partir de 2002 Flauberto começou a desenvolver um processo que tem a fotografia como meio e suporte fazendo uso de técnicas como colagem, foto-montagem e manipulação digital. Diz ter encontrado na fotografia um meio de realização pessoal e profissional tão claro e transparente quanto os outros suportes que já explorou e que ainda continua a usar. O artista conta que costuma colocar em suas fotografias a intransigência e a obsessão dos limites do próprio prazer. Tudo o que eu faço parte de uma resolução extremamente pessoal. E revela: “Quando resolvi incluir a fotografia no meu processo de produção e criação, o fiz por acreditar na objetividade e transparência do meio para veicular minhas idéias. Este projeto reúne quinhentas fotografias que expressam os meus desejos pela vida e refletem a minha visão de mundo”. Para a realização deste projeto que desenvolve há pouco mais de quatro anos, Flauberto ressalta que lança mão do universo da informação como revistas, jornais, livros, fotos de outros artistas, imagens produzidas por outros artistas, enfim, tudo o que alcança com o olhar. E explica, de modo simplificado, como se dá o processo de criação: “No caminho de ida e volta para casa vou juntando os pedaços da vida que mechem com os meus desejos transformando-os em novas imagens. Um sentido aleatório norteia as minhas composições fazendo surtir efeitos inesperados, o que me seduz profundamente neste processo. Qualquer forma de expressão anônima ou autoral, pública ou privada, me interessam. Durante o processo de manipulação das imagens surge a minha identificação com o resultado”. Flauberto pisou em Berlim a primeira vez em 1999 quando, com exclusividade, expôs suas pinturas no Museu Checkpoint Charlie (que, para quem desconhece, é especializado na Guerra Fria e situa-se acerca do portão onde as pessoas tentavam entrar e sair do setor norte-americano, na então ilha capitalista existente dentro da Berlim socialista). Na ocasião, sob o título “Weihnachts-Versteigerung”, foram também expostas obras de Picasso, Elvira Bach, Joseph Beuys, Max Ernst, Christo, Alberto Giacometi, Keith Haring, Roy Lichtenstein, A. R. Penck, Miró e outros grandes nomes da arte mundial.
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que bom que vc gostou das fotos. um abraço Claudia sam........................... |
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Legal fotos!!!!!!!!!!!!!!!! Flauberto Berlim www.myspace.com/flaubertoart
flaubertocontato@yahoo.com |
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